degelo

‘degelo’ is an audiovisual performance on global warming, executed from an instrument created by the artist. the performance deals with the disorderly way humans have treated the planet and its consequent result – the melting of polar ice caps, causing a complete change of all ecosystems on earth. for about 30 minutes, the presentation intersperses moments of tension with others where an apparent calm is only a breath before new fractures happen again.

this process is described through sounds and images in a narrative that goes from the natural situation, where glaciers occupy its space at the poles of the planet, until its complete melting. This process is presented in a tragic and intense way, demonstrated by the noisy sounds and images that symbolize the movement of the blocks falling apart and disintegrating, until only wreckage remains.

the performance is executed from an instrument created by the artist, which consists of a styrofoam block with 2 contact microphones embedded. the captured sound is modulated by effects and generate intense rhythmic patterns that convey the idea of tension that permeates the entire presentation. the instrument is played tearing up parts of it until only small pieces are left. a camera captures hand movements taking pieces from the styrofoam plate, and a programing mixes short excerpts recordered along the performance making it appear that the hand playing the instrument is actually taking pieces of the actual glaciers.

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‘degelo’ é uma performance audiovisual sobre o aquecimento global, executada a partir de um instrumento criado pelo artista. a performance trata da forma desordenada que o ser humano tem tratado o planeta e o seu consequente resultado – o derretimento das calotas polares, causando uma modificação completa de todos os ecossistemas da terra. durante aproximadamente 30 minutos, a apresentação intercala momentos de tensão com outros onde uma aparente calma é apenas um suspiro antes que novas fraturas voltem a acontecer.

este processo é mostrado através de sons e imagens em uma narrativa que começa com a situação natural, onde as geleiras ocupam seu espaço nos pólos do planeta, e vai até o seu completo derretimento. este processo se dá de uma forma trágica e intensa, demonstrado pelos ruídos sonoros e pelas imagens que simbolizam o movimento dos blocos se soltando e desintegrando, até restarem apenas escombros.

a performance é executada a partir de um instrumento criado pelo artista, que consiste em um bloco de isopor com 2 microfones (piezos) embutidos. o som captado é modulado por efeitos e gera padrões rítmicos intensos que transmitem a ideia de tensão, que permeia toda a apresentação. o instrumento é tocado arrancando-se partes dele até que sobrem apenas pequenos pedaços. uma câmera capta os movimentos das mãos tirando pedaços da chapa de isopor, e uma programação faz uma mistura de trechos curtos gravados ao longo da performance fazendo parecer que a mão que toca o instrumento na verdade está tirando pedaços das geleiras reais.